Seja bem vindo!
Este é o blog da HTPRO.
Aqui você fica conhecendo um pouco sobre produção musical, masterizações, equipamentos profissionais para estúdio e para a sua casa.
OK, OK, eu estava sumido pra caramba mesmo eu sei. Mas foi por uma boa causa. Não, não é o Twitter, e nem estou na disputa por um milhão de seguidores por lá como o Ashton Kutcher e a CNN. A propósito, que quem ganhou foi o Ashton.
Eu estava produzindo o primeiro trabalho da banda Fake Number, pra quem não tem uns 17 anos aproximadamente eu explico, a FKN é uma banda de Lorena que eu conheci há uns dois anos e vi um puta potencial nela. Eu produzi o primeiro single para um vídeo independente e depois não nos vimos mais.
Em agosto do ano passado voltamos a nos falar e foi ai que resolvemos trabalhar juntos pra valer. Quando a gente começou o processo de pré-produção do trabalho, a gente não tinha nada certo com nenhuma gravadora.
Foi quando resolvi mostrar o trampo pro Rick Bonadio que é diretor artístico da Arsenal Music, ele curtiu e deu sinal verde pra eu começar a produzir o trabalho e lançarmos pela por lá.
Depois que eu e a banda escolhemos o repertório entramos em estúdio no começo do mês passado para começar a gravar, a mixagem já terminou e a masterização é semana que vem.
A previsão de lançamento é para junho deste ano.
Ouviram bandas independentes e ansiosas, em AGOSTO começou a pré e a previsão de lançamento é para JUNHO!
Até estúdios fodaraços como esse da foto estão fechando lá nos EUA. Estúdios como esse tinham acordos com as grandes gravadoras e geralmente ficavam com a sua agenda lotada o ano todo.
Well, isso é coisa do passado, pois agora o bicho tá pegando, mas o que nos consola é saber que por mais que a música deixe de ser comprada e talz, e mesmo que seja pra “dar” a música, os artisatas sempre vão precisar gravar o seu material.
Na CES deste ano a Blaupunkt anunciou o lançamento do seu miRoamer, o primeiro aparelho que sintoniza rádio on line via 3G. Sim ele tem um slot para você coolocar o seu SIM card.
Isso quer dizer que a partir de agora você poderá ouvir a Z100 americana indo de casa para o trabalho, ou do trabalho pra casa ouvindo a sua rádio predileta da Finlândia, demais isso!
É meu amigo, se as rádios convencionais não se agilizarem logo logo, a coisa vai ficar ainda mais feia pro lado deles, e ai sim, esse rádio que conhecemos vai realmente desaparecer.
O quadro mostra qual foi o artista que mais ingressos vendeu no ano passado lá na gringa. E pra surpresa de todo mundo, inclusive a minha, o primeiro lugar é do Bon Jovi!
Caraca!
Quase dois milhões de pessoas foram ver o cara! Ou seriam quase dois milhões de mulheres lokas, alucinadas e histéricas gritando gostosoooooo, lindoooooo?
Quem trabalha em estúdio de gravação ou masterização sabe que é um saco ter que anotar todos os parâmetros de cada equipamento analógico de música em música. Mesmo que você tenha feito apenas uma pequena alteração, você tem que anotar todos os outros, isso dá um trabalho danado e consequentemnte faz com que você perca muito tempo com essa burocracia. É claro que sempre existiram algumas alternativas, como fazer uma planilha no excell, e só mudar os valores que alteraram a cada ’save as’, ou simplesmente tirar uma foto da cara de cada equipamento.
Foi pensando nisso que o Colin Miler, um cara lá da California criou o TeaBoy (que significa assistente de estúdio la na gringa). Lá no TeaBoy além de ter um database gigante, feito especialmente para ser usado como um Recall Sheet Software, você encontra manuais, e os ‘faces’ de um monte de equipamento, um monte mesmo! Caso você tenha algum que ainda não tenha por lá, é só mandar a sugetão pra ele, que com certeza será incluido na lista dos equipamentos do TeaBoy. Uma boa também é você poder inclusive fazer o download do pdf do equipamento que você precisa, e fazer o seu recall na mão mesmo.
O programa ainda está em beta mas já vale cada centavo gasto nele, isso é, se ele custasse algo, ele é totalmente free!
Antigamente muita gente costumava dizer, “depois a gente arruma na mix”. Se você leu os outros posts sobre as fases de uma produção, sabe que isso é pura lenda. Só que depois que a masterização apareceu com entrada do CD no mercado, a frase mudou para “depois a gente arruma na master”! Putz! Pior ainda! A sacada é a seguinte, pré bem feita, músicos tocando bem, gravação bem captada e mix redondinha. Tudo isso resulta em uma masterização tranquila, porque ai o Engenheiro de Som responsável pela master não precisará tentar “arrumar” o que alguma dessas etapas tenha feito errado.
A masterização consiste basicamente das seguintes etapas:
01 – Colocar as músicas na ordem em que elas aparecerão no álbum.
02 – Acertar os volumes entre as músicas, para que quando vc troque de uma faixa para outra, o volume não estoure os seus auto-falantes por exemplo.
03 – Colocar o número do ISRC em cada faixa. O ISRC é a abreviação de International Standard Recording Code (Código de Gravação Padrão Internacional), ele é um padrão internacional de código para identificar de forma única as gravações sonoras e de video, tipo um RG de cada música.
04 – Correção e equilíbrio se necessário, de equalização, compressão, ou no caso de você querer uma sonoridade diferente depois da mix. Como por exemplo, uma cara de “banda com um som bem comprimido”.
05 – E dependendo do caso, acertar os finais de músicas, como os fade outs. Aqueles finais de músicas que vão abaixando bem devagar.Você pode perguntar se uma masterização pode ser feita em casa, pois hoje em dia softwares que masterizam estão aos montes pela net. Claro que pode, da mesma maneira que vocÇe pode gravar e mixar em casa também, só que em um estúdio profissional, com um time de profissionais que só fazem isso há anos o resultado será outro. No áudio tudo dá, não existem regras, mas como costumo dizer, você tem que saber muito para mexer pouco, isto é, quanto mais experiência você tiver, menos você vai dar voltas, porque você já sabe onde quer e vai chegar.
É isso, espero que estes posts ajudem muita gente.
Sempre curti o Kid Rock, e nesse último trabalho ele não está falando em dar uns pegas na Pamela Anderson, e nem das brigas com o Tommy Lee. O single que está rolando se chama All Summer Long, e fala das lembranças da época de adolescente, quando você saia com aquela mina linda e que sabe lá porque, você nunca mais viu. Até que um dia você se pega com saudade, relembrando daquela época meio inconseqüente.
Muito legal brother!
Aqui tem a música com a letra:
E aqui o vídeo:
Aqui a letra com a tradução:
Kid Rock – All Summer Long
It was 1989, my thoughts were short my hair was long
Caught somewhere between a boy and man
She was seventeen and she was far from in-between
It was summertime in Northern Michigan
Ahh Ahh Ahh
Ahh Ahh Ahh
Foi em 1989, minhas idéias eram mais curtas e meu cabelo mais longo
Numa fase meio menino, meio homem
Ela tinha 17 anos mas já tinha um corpão
Isso foi no verão lá no norte de Michigan
Ahh Ahh Ahh
Ahh Ahh Ahh
Splashing through the sand bar
Talking by the campfire
It’s the simple things in life, like when and where
We didn’t have no internet
But man I never will forget
The way the moonlight shined upon her hair
Pulando na areia
Batendo papo em volta da fogueira
Aquelas coisas simples da vida, como quando e onde
A gente não tinha internet
Mas cara, eu nunca vou me esquecer
Do jeito que a lua refletia nos cabelos dela
[Chorus:]
And we were trying different things
We were smoking funny things
Making love out by the lake to our favorite song
Sipping whiskey out the bottle, not thinking ’bout tomorrow
Singing Sweet home Alabama all summer long
Singing Sweet home Alabama all summer long
[Refrão:]
A gente tentava uns lances diferentes
Fumava umas coisas engraçadas
Transando as margens do lago
Ouvindo aquela nossa música favorita
Tomando whiskey no gargalo, sem pensar no amanhã
Cantando Sweet home Alabama durante todo o verão
Cantando Sweet home Alabama durante todo o verão
Catching Walleye from the dock
Watching the waves roll off the rocks
She’ll forever hold a spot inside my soul
We’d blister in the sun
We couldn’t wait for night to come
To hit that sand and play some rock and roll
Pescando uns peixes lá da doca
Olhando as ondas passando por cima das rochas
Ela sempre vai ter um lugar em minha alma
A gente torrava no sol
E mal aguentava esperar a noite chegar
Para ir pra praia tocar um rock’n roll
[Chorus:]
While we were trying different things
And we were smoking funny things
Making love out by the lake to our favorite song
Sipping whiskey out the bottle, not thinking ’bout tomorrow
Singing Sweet Home Alabama all summer long
Singing Sweet Home Alabama all summer long
[Refrão:]
Enquanto a gente tentava uns lances diferentes
Fumava umas coisas engraçadas
Transando as margens do lago
Ouvindo aquela nossa música favorita
Tomando whiskey no gargalo, sem pensar no amanhã
Cantando Sweet home Alabama durante todo o verão
Cantando Sweet home Alabama durante todo o verão
Now nothing seems as strange as when the leaves began to change
Or how we thought those days would never end
Sometimes I hear that song and I start to sing along
And think man I’d love to see that girl again
Agora nada parece tão estranho como as folhas se transformando
Nas Trocas de estações
Ou como a gente achava que aqueles dias nunca pudessem acabar
As vezes eu ouço aquela música e começo a cantar junto
Cara, como eu queria ver aquela menina de novo
Repete o refrão duas vezes
Singing Sweet Home Alabama all summer long
Singing Sweet Home Alabama all summer long
Singing Sweet Home Alabama all summer long
Singing Sweet Home Alabama all summer long
Cantando Sweet home Alabama durante todo o verão
Cantando Sweet home Alabama durante todo o verão
Cantando Sweet home Alabama durante todo o verão
Cantando Sweet home Alabama durante todo o verão
Depois da pré amarradinha, da gravação bem captada e daquele tapa dado na pós, chegou a hora da mix. Agora é a hora em que agente vai colocar tudo o que foi gravado em seu devido lugar, mesmo porque já temos os timbres todos bem definidos de baixo, guitarras, bateria e vozes.
Na primeira música sempre a gente fica um pouco mais de tempo, porque é nela em que você decide as ambientações e planos que serão padrão. Não serão uma regra mas uma base para as outras músicas.
Vou dividir a mix em quatro partes, começando pela batera. Já que ela já está no lugar, é só decidir qual será a ambientação para aquela música, através da colocação de efeitos como o reverb. Claro que cada um tem a sua metodologia de trabalho, na minha eu costumo trabalhar apenas com quatro reverbs principais, um grande, um médio e um pequeno, além de um delay que varia de acordo com o andamento da música. Claro que existem momentos em que a gente precisa de um delay específico, como na voz só para repetir "aquela palavra", ai como já estamos trabalhando em workstations fica fácil, é só criar um canal só com aquela palavra e colocar o plugin de delay que quiser. Aí você pergunta, mas você usa o mesmo reverb para a bateria e para o resto? Sim. Qual o problema? Tá soando bem não tá? Então tá bom! Lembre que você mixa com os ouvidos não com os olhos. Ouça, se estiver bom, manda bala!
O baixo se não tiver nenhum tipo de efeito especial, depois que você achar o lugar dele na mix, dificilmente ele dará trabalho, exceto uma frase ou outra para evidenciar.
Guitarras, todo o trabalho mais complicado já foi feito, a escolha do instrumento, amplificador e timbres. Então é só colocar no plano que você quiser. Simples assim. Claro que existem frases de guitarras que necessitam como o baixo de uma certa evidência em alguns momentos. Aí é só dar aquela "pilotada" e tudo bem. O que muita gente não entende é que mix é mix, não pós, por isso que muita gente se ferra, os caras deixam para decidir muita coisa na mix, aí meu amigo, aquela mix de 3 horas virá 8 fácil. E cá entre nós, eu não aguento mixes de 8 horas, depois da quarta eu já tô é com o saco na lua! Quem disse que precisa de trocentas horas pra que a mix fique boa?
A voz! Cara na boa, se o cantor mandar bem não é muito difícil achar um microfone para ele, então na mix a voz captada já é para estar com "um puta som de voz"! Não tem como fugir, a voz é que é o principal do trabalho (a não ser que seja um trabalho instrumental né), então ela deve ter uma atenção super especial. Hoje em dia com a gravação em workstations dá pra dar um trato master-power-plus nela! Deixando do jeitinho que você quer.
Se liga, a ambientação toda e o local em que os instrumentos ficarão não só na questão de volume, mas também de localização panorâmica, serão decididos na mix. Colocar o instrumento no local correto no "pan" é muito importante, por exemplo, se a guitarra estiver no centro e você colocar só um pouquinho para a esquerda, ela já fica em evidência pra caramba! Por isso fique esperto no pan! Ele é super importante na mix.
Mix pronta? Então agora é só copiar no formato que você quiser e mandar para a masterização. Não vai mandar? É você mesmo que vai masterizar? OK!
Nos trabalhos atuais a pós acabou se tornando obrigatória.
Antigamente quando não tínhamos a pós, logo depois da gravação já era a mix, hoje não dá mais pra ser assim. A pós é tão importante que costumo dizer que na verdade ela é uma pré mix. Na pós você faz um pente fino de tudo que foi gravado, desde bateria até a voz.
Na bateria você pode arrumar todas as deficiências que houverem, como uma caixa, um tomtom, um bumbo que falhou, ou uma virada que ficou um pouquinho corrida. Também se você quiser dá pra colocar um som adicional (da própria caixa e bumbo se quiser) só para dar uma firmeza maior na pegada do batera. Mas nem sempre precisa. Nos tambores as vezes é legal dar uma acertadinha nos volumes, mas não exagere pra não tirar a dinâmica que o músico colocou na execução. Pode ser que tenha uma tomtomzada mais fraca, outra mais forte, e assim por diante.
No baixo dá para dar um tapa naquela nota que não ficou muito clara ou até mesmo uma que ficou errada, e sabe lá porque passou batido na gravação. Também dar uma limpada onde não se toca para tirar um barulinho ou outro é uma boa.
Nas guitarras a gente pode dar uma ajustada nas palhetadas que não ficaram justinhas, e dar uma limpada na barulheira que fica nos vazios, principalmente quando se usa uma guitarra com distorção. Ajustar pra que fique igual um início de um trecho com uma pegada mais forte é uma boa. Colocar em um nível legal as guitarras clean que ficaram um pouco baixas na gravação ajuda bastante, e isso serve para os violões também.
Na voz é claro que usaremos um software de afinação, hoje em dia todo mundo usa, todo mundo mesmo. Então porque não usar? Só pra falar que gravou sem? Besteria. Até Frank Sinatra usava. É como ter um carro com ar condicionado e não usar em um dia de calor absurdo! Faz sentido? Claro que não. O que as pessoas não entendem é que esses softwares de afinação foram feitos pra quem canta, não para quem não canta. Quanto melhor o cara cantar, menor será o trabalho para afinar. Quem não canta que vá aprender cantar, para depois pensar em gravar! Não existe (ainda) um software que faça entrar uma gralha com um tiro na traquéia de uma lado, e sair uma Elis Regina do outro! A emoção é única, não adianta uma voz afinada como um sino, se a emoção for de um copo d´água. Afinar a voz hoje em dia faz parte do trabalho, é igual afinar um violão para gravar.
Depois que a gravação em hd entrou no music business muitas coisas mudaram, antigamente se um coro cantava em vários trechos da música a mesma coisa, era precisa gravar cada trecho. Hoje não mais, se é igual, e é pra ficar igual, por que não copiar o trecho? Isso mesmo! CRTL C e CTRL V! Qual o problema? Lembre que o estúdio é pago por hora, ai você vai concordar comigo. Também é bem legal dar uma alinhadinha nos finais de frases do coro, além de colar o que mais for preciso.
Se você usar com bom senso essas ferramentas que a tecnologia de hoje nos proporciona, com certeza terá um material bem preparado para mixar. Pense no seguinte, se a sua pós estiver redondinha você levará menos tempo para mixar!
Depois da pré resolvida, chegou a hora de ir para o estúdio registrar tudo.
Afinal de contas como eu disse, o estúdio é de gravação. Então já que tudo está certo, antes de gravar precisamos decidir em que formato vamos registrar o trabalho, fita ou hd?
Com o passar do tempo gravar em fita acabou se tornando inviável, não só por causa do custo altíssimo dos tapes, mas também pelo caminho que as produções tomaram. Pra você ter uma ideía, uma fita de duas polegadas suporta apenas 15 minutos de gravação. Hoje em dia é muito comum um trabalho com 48 canais, isso em uma banda de rock, um sertanejo por exemplo chega facilmente a 60. Sem contar que as máquinas analógicas tem apenas 23 canais de uso, porque o canal 24 fica sempre reservado para o sinal de SMPTE, que é o responsável pelo sincronismo entre as máquinas.
Sem contar que se você tiver 60 canais, você precisará linkar três máquinas para mixar esse trabalho! O qua acaba inviabilizando o trabalho por ordem técnica, pois não existem mais estúdios que tenham em qualquer sala três máquinas de duas polegadas a disposição. Sem contar o custo, que pode chegar facilmente a R$10.000,00 só de fita.
Já gravando em hd, além de você ter brincando 100 canais, o preço do hd varia de R$200 a R$1.000,00. Sem contar que com um hd de 300Gb por exemplo, você consegue fazer dois ou três trabalhos. Três discos com R$1.000,00 de hd! Não precisa ser economista pra sacar a diferença né? Digamos que você compre dois hds, um para trabalhar e outro para backup, porque como sempre digo, no digital quem tem um, tem nenhum. Mesmo assim você gastará no máximo R$2.000,00! Lembre-se que naquele valor das fitas não tinha backup heim? Se alguma fita mastigasse ou arrebentasse, um abraço!
Bem, já que decidimos em que formato gravar, é a hora da gente escolher onde iremos gravar, e isso vai depender exclusivamente do orçamento do trabalho. Se será em um estúdio profissional, ou no seu próprio home estúdio.
Escolhido o estúdio, o ideal é armar a nossa agenda de gravação mais ou menos assim, dois dias para as bases, onde todos tocam mas o foco é a bateria, três dias para guitarras e baixo e três dias para as vozes. Como já definimos na pré os arranjos, bateria, peles e instrumentos, as coisas serão mais fáceis. Claro que ao longo do trabalho algumas dúvidas irão surgir e as mudanças serão inevitáveis. Mas isso faz parte, e é por isso que já demos um start na pré não é mesmo?